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Abertura da marginal até Aver-o-Mar entre o sim e o não

A questão da abertura ao trânsito para norte do estádio do Varzim junto à marginal da Póvoa, numa área que é apenas pedonal, divide opiniões e voltou há dias novamente à baila por Carlos Maçães, presidente da União de Freguesia de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso, que se mostrou favorável à ideia. Pela oposição bastas vezes o vereador do CDS Jorge Quintas Serrano insistiu na tese da mais valia da abertura ao trânsito naquele troço - um tema foi bandeira eleitoral, de resto, nas últimas autárquicas.  Mas que não colhe junto de Aires Pereira, o presidente da Câmara. O assunto está em debate no programa Praça do Almada deste fim-de-semana.

A reportagem da Onda Viva foi tomar o pulso á opinião das partes envolvidas. Para alguns empresários da restauração, como André Amorim Alves, “todo o concelho da Póvoa ganhava” com o prolongamento a norte da marginal, que é interrompida junto ao estádio do Varzim. Outro empresário do mesmo ramo, restauração, ali na zona, Carlos Costa, oscila entre as vantagens de mais fluxo para o negócio e o mau para segurança de crianças, por exemplo. Ainda pelo setor da restauração, o empresário Alexandre Amorim Alves reitera que o prolongamento da marginal é motor de crescimento para Aver-o-Mar. Quanto aos poveiros sem negócios na zona, as opiniões dividem-se. Macedo Leitão, 76 anos, prefere a “simpatia” visual e sonora da ausência de automóveis. Carlos Moita, 33 anos, adepto de caminhadas, é perentório: nem pensar em prolongar a marginal. Também o casal José Rosa, 40 anos de idade, e Aurélia Gomes, 41, é contra extensões da marginal, “onde passeia tranquilamente muita gente.”

Quanto aos moradores da zona em causa, do lado da Póvoa de Varzim, Maria Lemos, 58 anos, curiosamente, mostra-se a favor de circulação automóvel, desde que condicionada. “Nada de camiões, carrinhas ou furgões”, sintetizou. Já Laura Cardoso, que também reside na área, exibe “cartão vermelho” à ideia. “Sou contra”, disse à nossa reportagem.

Do lado de Aver-o-Mar, José Ferreira Silva, 58 anos disse que “quer ver em vida” o prolongamento da estrada, sublinhando que os turistas não “fogem” só para Vila do Conde, quando esbarram no sinal de rua sem saída ao virarem para o estádio do Varzim, descendo a Avenida Vasco da Gama, vindos da A 28. E os jovens? Bruno Ferreira, 16 anos, encolheu os ombros ao assunto. “Para mim é indiferente”, afirmou. Fausto Pocho, 76 anos, poveiro radicado no Brasil há décadas, (e primeiro jogador profissional de Aver-o-Mar, notou à reportagem da Onda Viva) e que veio à sua terra natal pela 38ª vez, considera “um absurdo” o estado atual das coisas. “Não faz sentido nenhum”, atirou. Refira-se que a obra que separa opiniões remonta à segunda metade dos anos 90 do século passado.

O tema está debate na edição deste fim de semana do programa de grande informação da Rádio Onda Viva “Praça do Almada”, com a presença em estúdio dos representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal. O programa vai para o ar ao meio-dia de sábado, com repetição às 19h00 e reposição no domingo, também ao meio- dia , sendo que a qualquer momento está disponível na Internet.

As declarações podem ser ouvidas na edição local da manhã.

 

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