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Tem 200 trabalhadores, faturação em queda e encomendas adiadas

A pandemia da doença COVD 19 está a ter um efeito negativo acentuado numa das mais afamadas fábricas localizadas no concelho de Vila do conde não só pela sua história, mas também pelo dinamismo e pela dimensão: emprega duas centenas de pessoas. Por causa da doença, na  fábrica de chocolates Imperial decresceu em 50 por cento a procura de produtos relacionados com a Páscoa, uma das principais alturas do ano em termos de faturação. A diretora dexecutiva da empresa Manuela Tavares de Sousa também não antevê um cenário positivo no mercado externo: "Já tivemos adiamento de pedidos para mercados externos, como Reino Unido ou França, algo que se deve acentuar em abril e maio. Tudo isto vai obrigar-nos a adaptar a nossa estratégia", acrescentou. Manuela Tavares de Sousa reconheceu que "os chocolates não estão, neste momento, entre os produtos alimentares essenciais das famílias", mas, admitindo a possibilidade de diminuir a produção, garantiu à Ag~encia Lusa que a empresa, que com conta com mais 200 colaboradores, "vai continuar a trabalhar" até porque a Imperial, sendo do ramo alimentar, “faz parte de uma importante cadeia abastecimento”.Em termos de fornecedores não tem havido grande problema já com o cacau, uma das principais matérias-primas – provém de países como o Gana e a Costa do Marfim.Depois de em 2019 ter faturado cerca de 33 milhões de euros, a Imperial contava este ano chegar ao patamar dos 35 milhões, reforçando a sua parcela de exportação para 25% da produção, que continua a ter o mercado nacional como grande alvo. Mas agora Manuela Tavares de Sousa diz que o futuro “é incerto” devendo o mercado continuar em contracção este mês e no próximo.

VianaCar

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