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Motivo de preocupação no Casino da Póvoa

Há uma dúzia de anos que os accionistas da Varzim Sol - a concessionária da zona de jogo que detém o Casino da Póvoa - têm colocado dinheiro para atenuar a redução de receitas. Esse é um dado adiantado por Dionísio Vinagre que no próximo domingo vai receber a medalha de Cidadão Poveiro aquando da cerimónia dos 43 anos da elevação da Póvoa de Varzim (às 18h00 no cine-teatro Garrett). E é adiantado no programa “Grande Entrevista” que pode ouvir na íntegra amanhã, sábado, à uma da tarde, com repetição às 19h00 e no domingo às 12h00. Posteriormente fica disponível na secção “podcast” deste “site”, ou diretamente aqui. A maior fatia do capital social pertence à Estoril Sol que, por sua vez, tem no empresário Stanley Ho o principal accionista. A necessidade de avançar com dinheiro próprio decorre também de uma imposição das regras de atribuição da concessão que aumentou de tal forma a carga fiscal que o Fisco fica com cerca de 60 por cento de todo o apuro. Estão na mesma situação as casas de jogo no Algarve (concessão da Solverde) e na Figueira da Foz (Figueira Praia). Por causa disto, as empresas detentores das concessões da Zonas de Jogo avançaram com processos em tribunal contra o Estado (contestam a cobrança regressiva - aumenta com a diminuição de receita), mas ainda não há uma decisão final. O próprio Dionísio Vinagre transmitiu a situação ao Presidente da República aquando da última vinda de Marcelo Rebelo de Sousa ao Correntes D’Escritas, Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, evento que o Casino patrocina. Os restantes 40 por cento arrecadados e que as Finanças não levam, são insuficientes, acrescenta Dionísio Vinagre, para cobrir todas as despesas da concessão (por exemplo, o casino local dá empregos diretamente a 261 pessoas e tem 110 indiretos), daí a necessidade do recurso a capital próprio dos accionistas, ainda para mais num cenário de decréscimo da faturação dos casinos. No ano transato, por exemplo, os casinos faturaram menos 18 por cento do que sucedeu há onze anos (2008 foi o pico mais elevado), ou seja menos 68,8 milhões. Pelo contrário, e sensivelmente no mesmo período, os “jogos sociais” geridos pela Santa Casa de Lisboa (Euromilhões, Totoloto, entre outros) cresceram mais de 566 milhões, acrescentou o administrador. E há um jogo em particular – a “raspadinha” (mais de mil milhões de euros em vendas no ano passado) que as concessões reclamam para sua exploração exclusiva já que a consideram o desfecho imediato do talão ser um conceito de “jogos de fortuna ou azar”  que só é permitida nos Casinos. Não obstante o período “menos bom” que atravessa a concessão poveira há uma função social que a empresa não vai prescindir e que Dionísio Vinagre, na referida entrevista, quis comprovar com a divulgação dos números dos apoios financeiros concedidos nos últimos 11 anos: Cultura e Arte (2,6 milhões), Desporto (996 mil euros)Instituições Sociais (213 mil euros) e outros (280 mil). A estes 4,1 milhões o administrador adiciona os 4,9 milhões em subsídios pagos a “entidades com  relevância social” (sugeridas pela Câmara Municipal e aprovadas pelo Governo) com verbas que saem das receitas do jogo.

As declarações podem ser ouvidas na edição local.

  

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