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Novos lares 'emperrados' pela Segurança Social

A Segurança Social (SS) entende que a Santa Casa Póvoa de Varzim devia melhorar as condições dos seus lares, mas ainda não emitiu o parecer que permitirá à Misericórdia avançar com um investimento de dois milhões de euros. Como é sabido a instituição esteve debaixo de fogo de críticas após uma reportagem televisiva sobre as condições proporcionadas aos idosos, um assunto que foi escalpelizado no último Praça do Almada, programa de grande informação da Rádio Onda Viva que passa aos sábados (13h00) e domingos (12h00).E foi aí que o provedor Virgílio Ferreira deu conta do impasse no projeto que tem o apoio do município que cedeu verbas da União Europeia a que teria direito através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). A SS ainda não emitiu o parecer que declara o “interesse social” do projeto, apesar do resto do processo estar pronto inclusive o alvará municipal que “já pode ser levantado”. Virgílio Ferreira já tentou sensibilizar a Segurança Social que nas suas “visitas técnicas” tem defendido a remodelação das condições do lar, mas, em contraponto, é a própria SS que está a “emperrar, através de um parecer que se faça a obra”.O projeto prevê a construção e um edifício por cima do atual parque de estacionamento da instituição  que terá ligação ao atual complexo. A ideia é que os lares possam ter no máximo duas camas por quarto e casas-de-banho privativas. O edifício antigo terá uma melhoria térmica. O programa em causa destina-se à melhoria de instalações de lares com contratos com a SS, mas sem aumento da capacidade instalada. O investimento total é de dois milhões de euros, mas a Câmara cedeu a sua posição financeira no PEDU no montante de 1,2 milhões e para cobrir a parte da Santa Casa, o provedor diz que foi contraído um empréstimo bancário com uma taxa de um por cento e um prazo de pagamento alargado. “É uma obra estratégica para a Misericórdia e uma oportunidade económico”, refere o provedor que espera dar o início à obra mal obtenha o tal parecer da Segurança Social. O PEDU impõe um prazo máximo de dois anos para a realização de obras.     

As declarações podem ser ouvidas na edição local.

  

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