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Síria bombardeada por Estados Unidos, França e Reino Unido

“Estados Unidos, Reino Unido e França levaram a cabo, ao início desta manhã, uma operação de "bombardeamentos de precisão" na Síria, como resposta ao uso de armas químicas contra civis. A operação foi anunciada, durante a madrugada, pelo presidente dos EUA, numa declaração ao país em que condenou os atos "monstruosos" levados a cabo pelo governo sírio, que o Ocidente acusa de usar armas químicas contra os cidadãos e que Assad nega. Segundo o chefe de Estado Maior Conjunto dos EUA, o general Joseph Dunford, os ataques foram ordenados contra três alvos relacionados com a produção ou armazenamento de armas químicas e biológicas: um centro de investigação científica utilizada para a "investigação, desenvolvimento e testes", perto de Damasco; um depósito onde eram armazenadas as principais reservas de gás sarin, em Homs; e um outro armazém e "importante centro de comandos" na mesma cidade. O ministério da Defesa russo indicou que foram disparados mais de 100 mísseis nas últimas horas sobre a Síria, tendo sido intercetados "um número considerável destes". De acordo com a BBC, este foi o ataque ocidental mais significativo contra a administração de Bashar al-Assad, em sete anos de guerra civil na Síria. Com esta operação, os militares norte-americanos contam ter "atrasado em vários anos" o programas de armas químicas da Síria, através da perda de dados, material de produção e químicos para produzir as armas. As ações desta noite não foram coordenadas com a Rússia e não terão provocado vítimas mortais, segundo os responsáveis militares. A televisão síria adiantou, no entanto, que três civis ficaram feridos. O ministro francês das Relações Externas, Jean-Yves Le Drian, disse, no sábado, que os mísseis lançados tinham destruído "grande parte" do arsenal de armas químicas do governo, citou a agência de notícias AFP”

Texto: Jornal de Notícias

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