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João Gomes e SC Braga não se entendem

Foi na Póvoa de Varzim, em conferência de imprensa no escritório do advogado Rui Jorge Santos, que o ex-diretor geral da SAD do Braga, João Gomes, anunciou que vai processar o clube, depois de ter sido alvo de um processo disciplinar em fevereiro, "com vista ao seu despedimento com justa causa".

"É um processo injusto, baseia-se em factos absolutamente falsos. [João Gomes] Não praticou qualquer ato de ilícito disciplinar", assinalou o advogado do antigo dirigente dos arsenalistas, que negou as acusações: "Como escusado será dizer, tais situações graves nunca existiram. E tanto assim é que o senhor presidente não as conseguiu concretizar. Tal atuação é indigna de um presidente de um tão grande clube como é o Braga. Como era expectável e se tornou inevitável, este processo vai ser resolvido nas instâncias judiciais, pelo que necessariamente os acontecimentos que deram origem a esta desavença tornar-se-ão públicos e fatalmente serão conhecidos factos efetivamente muito graves, mas não relativos à minha conduta", explicou João Gomes, que acusa o clube de "celebrar negócios" com empresas onde, alegadamente, os membros da direção têm "interesses pessoais".

O antigo diretor geral da SAD dos bracarenses deixa também avisos aos sócios arsenalistas:"Os sócios têm de se mostrar exigentes e atentos no que ao serviço do clube diz respeito. Os sócios têm de exigir transparência e o cumprimento de princípios de boa gestão. Os sócios têm de se mostrar vigilantes no que respeita à gestão da SAD e à detenção de ações da SAD a título pessoal pelos membros da direção. Os sócios têm de lançar mão de todos os meios, nomeadamente auditorias externas, para fiscalizar o que se passa no clube e na SAD. Os sócios têm de exigir que o crescimento do clube seja sustentado", rematou João Gomes, falando em "tentativa de assassinato" do seu caráter após "clara discordância" com a gestão de Salvador.

"Foi precisamente quando os meus princípios éticos mais impuseram que frontalmente manifestasse a minha discordância e desapontamento com o rumo do Braga que a Direção do clube decide instaurar-me um procedimento disciplinar e o senhor presidente usou de métodos tão óbvios para uma frustrada tentativa de assassinato do meu caráter", acrescenta João Gomes.

O Braga reagiu através de um comunicado em que acusa o antigo diretor geral da SAD arsenalista de tentar coagir o clube.

"O Braga, a respetiva SAD e a sua estrutura repudiam e lamentam as declarações hoje proferidas pelo seu ex-diretor geral da SAD, senhor João Pereira Gomes. Infelizmente, a sua atitude não surpreende. De facto, já no dia 8 de fevereiro de 2018 o senhor João Pereira Gomes tentou coagir o clube, a SAD e sua estrutura com a ameaça de divulgação de factos infundados, na tentativa de extorquir ao clube ou à SAD a quantia de 250.000,00 euros, uma viatura Mercedes-Benz Classe C220 Station AMG, de 2017 e com valor de cerca de 60.000,00 euros, e ainda exigindo que, com o fim da relação laboral, lhe fosse atribuído subsídio de desemprego, tudo no prazo máximo de 24 horas", pode ler-se no comunicado, razões que, de acordo com o clube minhoto, conduziram à instauração do processo disciplinar contestado por João Gomes, com vista ao despedimento com justa causa.

"Não cedemos nem cederemos perante a chantagem que o senhor João Pereira Gomes tentou levar a cabo, invocando factos falsos e fazendo acusações infundadas com o intuito único de extorquir dinheiro. Prova disso foi o culminar do processo disciplinar que lhe havia sido instaurado, apesar de o senhor João Pereira Gomes ter renovado a tentativa de coação e chantagem no decurso do mesmo, com a decisão final de proceder ao seu despedimento com justa causa. Tal decisão foi comunicada ao Senhor João Pereira Gomes no dia 29 de Março de 2018, há exatamente uma semana", prossegue o Braga, garantindo que vai responsabilizar "civil e criminalmente aqueles que causem danos ao clube, à SAD e à sua estrutura".

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